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Selecionamos
algumas curiosidades relacionadas ao mundo dos
Calçados.
Você sabia? |
... que no século XIV
os sapatos chegaram a medir 50 cm de comprimento na
Inglaterra?
Na Inglaterra do século
XIV os sapatos ficaram tão pontudos que se transformaram
em um objeto perigoso. O Rei Eduardo III baixou então
um decreto para limitar os bicos para no máximo
5 cm de ponta. Entretanto, há registros de sapatos
que chegaram a ostentar 50 cm de comprimento. Era necessário
prendê-los à cintura com cordão
de seda para ser possível andar.
... que, no passado, os Franceses
precisavam mergulhar os pés na água para
conseguirem calçar seus sapatos?
Os sapatos Franceses ficaram
tão estreitos no século XVI que para calçá-los
era necessário ficar com os pés mergulhados
em água gelada por uma hora.
... que, no passado, na China
as mulheres eram obrigadas aa utilizar sapatos de no
máximo 15cm?
O culto aos pés na China
exigia a utilização de sapatos de até
15 cm. As mulheres tinham os pés praticamente
amassados, e enfaixados em um cilindro para não
crescerem para calçar os minúsculos calçados.
Você sabe como surgiu
a numeração dos calçados?
Para uniformizar as medidas
o Rei Eduardo I, daInglaterra, decretou, por volta de
1300, que fosse considerada como uma polegada a medida
de três grãos secos de cevada enfileirados.
Os calçadistas da Inglaterra adotaram a idéia
e passaram a fabricar, pioneiramente, sapatos em tamanhos
padrões. Foi assim que a númeração
dos calçados se iniciou. Hoje, por exemplo, um
calçado infantil medindo treze grãos de
cevada é conhecido como de tamanho 13.
Desde a idade Antiga, por volta
de 2.200 A.C., durante a dinastia de “Hsi”,
os chineses já se calçavam com chinelos,
tamancos e sandálias feitos com tecidos nobres,
sedas e shantung, adornados com lindos bordados.
Como os pisos eram de terra
e tijolos, era comum eles usarem plataformas de madeira
para protegerem os pés de terrenos molhados,
cheios de lama.
Depois dos chineses, foram os
japoneses, durante seu primeiro reinado com o Imperador
Jinnu Ienno, em 660 A.C., que fizeram uso de plataformas
em sandálias de dedo e outros calçados.
As plataformas apareceram também
no início da civilização muçulmana,
em 600 D.C. Eram comuns o uso de tamancos com solados
de madeira no sistema “ponte”.
Mas as plataformas mais famosas
foram de Veneza. Fizeram moda durante o Renascimento.
As ruas sem pavimentação se alagavam e
as damas naquela cidade protegiam seus longos vestidos
e pés molhados com o uso de elevadas plataformas
chamadas “chopinês”.
No século 18, as plataformas
reapareceram em quase todos os países da Europa.
A partir de 1950, com seu relançamento por Ferragamo,
as plataformas se tornaram artigos de moda e se repetiram
a cada década, em todo o mundo.
Em meados dos anos 70, houve
tentativa para o uso de plataformas masculinas, sem
sucesso. Na atualidade, as plataformas continuam ditando
moda e tornando a beleza feminina mais evidente e elegante.
Tipos de calçados
Os calçados podem ser
classificados de várias formas:
1) quanto ao tipo de usuário:
calçados masculinos ( do Nº 36 ao 45 ),
femininos ( do Nº 33 ao 40) e infantis ( do Nº
16, para bebê, até o 33);
2) quanto ao uso que se destinam:
calçados sociais, esportivos, de segurança,
de trabalho, de praia, para “ trekking ”,
etc.
3) quanto ao modelo: escarpim,
tênis, bota, mocassim, chanel, sandália,
chinelo, Luís XV, etc.
Descrição de alguns modelos:
Escarpim
Sapato feminino fechado, também chamado
“decotado”, geralmente de salto alto ou
médio.
Sandália
Sapato feminino, masculino ou infantil, aberto, fixado
ao pé geralmente por tiras.
Chinelo
Sapato aberto, macio, fabricado nos mais variados modelos,
com salto baixo ou sem salto, para uso doméstico
ou lazer. A variação mais comum é
o chinelo de dedo.
Bota
Sapato dotado de um cano, ou seja, de uma parte traseira
que cobre pelo menos o tornozelo, podendo subir pela
perna até abaixo do joelho (ou além dele).
Dependendo da altura do cano e das suas características
de modelagem, pode chamar-se bota, botina ou botinha.
Luiz
XV
Sapato feminino similar ao escarpim, mas geralmente
de bico fino e salto bem alto, para uso eminente social.
Sapatilha
Sapato geralmente feminino, decotado, de salto baixo
ou sem salto, com solado flexível e cabedal em
material macio.
Mocassim
Sapato em que o cabedal envolve todo o pé, como
se fosse um saco, apresentado uma peça característica
na gáspea, o espelho ou pala, costurada à
mão. A palavra designa também modelos
que se assemelham ao verdadeiro mocassim, mas que não
são montados como ele.
Chanel
Sapato feminino aberto no calcanhar, onde uma tira circunda
o pé, de salto alto ou médio.
Tamanco
Sapato geralmente constituído de um solado (cepa)
de madeira ou plástico, inteiriço, com
cabedal também inteiriço que cobre o peito
do pé inteiro.
Tênis
Sapato destinado originalmente à prática
de esportes, mas hoje de uso geral, sobretudo em atividades
de lazer. Dependendo do uso a que se destina, pode ser
fabricado com diferentes alturas de cano, tipos de solado
e materiais de cabedal. |